Senta que lá vem história, horadrim! 😀
Os eventos que descrevo agora são um resumo do que está no Livro de Cain, uma aquisição que recomendo muito.

Vamos começar desde antes da existência de Santuário, o mundo dos homens, falando da origem dos anjos e dos demônios.

Quando Cain começa seu texto sobre o início da criação ele menciona os do Livro Negro de Lam Esem. Vários desses tomos e textos são mencionados nos jogos e este, por exemplo, é de uma quest do Diablo II. Lam Esem foi um sábio que estudava a religião Skatsimi (a ‘Antiga Religião’, esquecida com a ascensão e queda dos Zakarum) e também o efeito da presença dos demônios em Santuário. Esse livro teria se perdido quando os Zakarum invadiram os tempos Skatsimi, que consideravam esta uma religião herética. Dizem que esse livro ainda existe e estaria escondido em algum templo em Kurast. A reunião desses textos começa assim:

Antes do começo era o nada. Vazio. Sem carne. Sem rocha.
Sem ar. Sem calor. Sem luz. Sem trevas.
Nada, exceto uma única e perfeita pérola.

Anu e Tathamet

Dentro dessa pérola apenas um ser: Anu, o Mal Supremo. A soma de tudo que existe, seja bom ou ruim. Não entendi a razão de ‘Mal Supremo’ já que ele contém tudo que há de bom também…
Na sua busca por perfeição, Anu expulsou todo o mal de dentro dele (off-topic: isso num lembra Piccolo Daimaoh~Kami-sama?) e esse mal tomou a forma de um dragão de sete cabeças: Tathamet, o Mal Primordial.
Anu, o guerreiro diamante, e Tathamet tinham força equivalente e esse confronto durou eras. Quando desferiram seus golpes finais liberaram tanta energia que foi capaz de criar o universo (tem Big Bang aqui também!).

Dessa explosão, três locais importantíssimos sugiram: Pandemônio, Paraíso Celestial e Inferno Ardente.

Esqueça aquela concepção que as almas vão pro céu ou inferno após a morte. Cain destaca isso e, embora ele não saiba com certeza (agora sabe), ele supunha que as almas iriam para outro plano existencial.

Paraíso Celestial

Eras após a explosão, sua ‘cicatriz’ é o que se tornou Pandemônio (palco da maioria do Conflito Eterno), da espinha dorsal de Anu surgiu o Arco Cristalino e, ao redor dele, todo o Paraíso Celestial com suas construções de diamante. Da presença restante de Anu surgiram os anjos de luz e som. Da carcaça de Tathamet nasceram os reinos do Inferno Ardente.


Não achei informação sobre a ordem de nascimento dos arcanjos ou como eles conseguiram essa patente, mas acredita-se que cada um dos cinco arcanjos do Conselho Ângiris sejam uma virtude de Anu: bravura, justiça, esperança, destino e sabedoria:


  •  Impérius, Arcanjo da Bravura, líder do Conselho 

Líder militar, com ampla visão de guerra, destemido e sempre na linha de frente. Nos combates contra os demônios chegava onde nenhum outro anjo ousava: até o coração do inferno.

Portando Solárion, a Lança da Bravura, apenas sua presença já é o bastante para encorajar seus soldados mesmo em momentos de dificuldades.


No Paraíso Celestial, seus domínios são os Salões da Bravura onde exibe seus troféus de guerra. Impérius é um guerreiro extremamente orgulhoso e isso traz desarmonia ao Conselho, com ele sempre foi 8 ou 80, o que faz dele um tirano.

  • Tyrael, Arcanjo da Justiça

O nosso brother! Adora jogar as tretas pros nefalem resolver!

Era dito que antes do surgimento dos homens, Tyrael era o caretão que seguia as regras à risca (até mais que Impérius, dá medo!). Portando El’druin, a Espada da Justiça, seus feitos em batalha são muitos, principalmente em estratégia.

Seu território no Paraíso Celestial é o Paço de Justiça, onde os anjos se reúnem para discutir ideias e descontentamentos para que Tyrael pondere.

Quando li isso pela primeira vez imaginei salões da Grécia antiga onde os pensadores discutiam suas ideias. Ainda vamos falar muito de Tyrael!

  • Auriel, Arcanjo da Esperança

Ela é a mais amada entre os arcanjos, faz parte da turma do ‘deixa disso’. Acredita no potencial para o bem em todas as criaturas conscientes. Com a Corda da Esperança, Al’maiesh, ela ajuda mediar desentendimentos.

Quando enrolada nos ombros de alguém ela traz clareza emocional e de pensamento (alguém tem que separar Tyrael e Impérius quando estes não concordam em alguma coisa, né?).

Mas não se engane, essa corda também é um chicote mortal. Seus domínios são os Jardins da Esperança, um ótimo lugar para relaxar depois de retalhar alguns demônios!

Não resisti:

Tirinha da Amizade da Auriel HAHAHAHA
  • Itherael, Arcanjo do Destino

Os anjos acreditam que tudo ‘já está escrito’. Itherael seria o guru esotérico dos anjos, é o único que consegue ler a escrita arcana do destino. Tentaram fazer com que ele contasse quem leva o Conflito Eterno, mas ele não divide o que lê no Pergaminho do Destino, Talus’ar.

É um fardo muito grande saber sobre o futuro, isso explica sua proximidade com Auriel (e sua presença apaziguadora). Seu domínio é a Biblioteca do Destino, onde estão os cristais arcanos com os registros de suas visões.

No livro de Cain diz que a consciência de Anu também foi fragmentadas nesses cristais e que mostrariam diferentes visões do futuro (várias linhas temporais e possibilidades?). Importante: ele não consegue ver o destino dos nefalem, pois estes “não fazem parte da ordem natural de criação“.

  • Malthael, Arcanjo da Sabedoria

O mais misterioso de todos. Tido como melancólico, evasivo e assustador. Ele consegue ver tudo em todos os aspectos, experiências e emoções. Malthael sempre demora para agir pois pondera muito sua decisão. Não fala muito, mas quando isso acontece todos os anjos param para ouvir.

Seus conhecimentos vem do fundo do Cálice da Sabedoria, Chalad’ar, que mostra a conexão de todas as coisas. Depois da criação de Santuário e o surgimento dos humanos, mais um ponto foi acrescentado às ponderações de Malthael e isso deve ter bugado a mente dele… Então ele desapareceu. 

Cain cita o sábio Furisaj (não achei mais referências sobre ele):

Em todas as coisas há dois lados: movimento e quietude,
vazio e preenchimento, luz e trevas.

Sozinho cada lado é incompleto, mas, juntos, formam a totalidade da existência. Apenas aceitando a unidade de todas as coisas a verdadeira sabedoria pode ser obtida.

A gente sabe como essa história termina, mas vamos deixar para mais tarde! :3


Os Sete Males são divididos em dois grupos: Supremos e Inferiores.  Seus domínios são mutáveis, suas fronteiras colidem-se como placas tectônicas… É como se o Inferno Ardente fosse um ser vivo. Vamos começar com os Males Supremos:

  • Diablo, o Senhor do Medo

O top of the pops modafocka. Al’Diabolos é seu nome, é o mais novo dos Males. Cain o descreve como calmo, astuto e paciente (ao contrario de certos arcanjos por aí =X).

Tem o poder de influenciar a mente daqueles ao seu redor trazendo os medos mais terríveis à tona, deixando a vítima a sua mercê.

Ele se alimenta desse medo.

Até mesmo os demônios evitam o Reino do Medo, é a área menos populosa e desolada de todo o Inferno Ardente.


  • Baal, o Senhor da Destruição

Apesar de Tor’Baalos representar a destruição, não se engane achando que ele faz isso de forma não planejada. Os eventos no Monte Arreat (no Diablo II, escreverei sobre isso em breve) provam isso.

Em seu reino, Baal cria demônios pelo prazer de destruí-los depois ¬¬’.

É no Reino da Destruição que está a Forja Infernal, local onde são produzidas as armas mais poderosas de todo o Inferno Ardente, e também o único lugar onde dá para destruir o indestrutível.

Lembre desse lugar, voltaremos a falar dele!


  • Mefisto, o Senhor do Ódio

Considerado líder no Inferno Ardente, Dul’Mephisto curte semear uma discórdia entre seus irmãos. Mas isso faz dele um manipulador e, ironicamente, é o que faz os seus irmãos unirem-se e seus planos funcionarem.

Cain faz uma analogia: é como se Santuário fosse um terrário de formigas onde Mefisto brinca, gerando ódio e discórdia. Na luta contra os anjos usa os humanos como ferramentas de sua ‘obra’ (ou seja, curte jogar The Sims?). O Reino do Ódio é a ‘capital’ do Inferno Ardente, muito povoado, um local de intensa conspiração.

Ah, e Mefisto é pai de dois demônios: Lucion e Lilith (pai do milênio, hein!).


Os Males Inferiores de inferior só tem o nome, teremos muitas oportunidades de comprovar isso. Acho que a única diferença é o fato deles não terem o nome fresco que os três acima possuem. 😛


  • Duriel, o Senhor da Agonia

É irmão da demonesa Andariel, ele é o Rei dos Vermes (parece um Zerg).

Ele curte uma tortura, o som de dor e agonia de suas vítimas são como música para os seus ouvidos, um prazer em nível bizarro (acredita na tia!).

Deixe os tormentos mentais pra irmã dele, aqui a parada é física!

O Reino da Agonia é um lugar cavernoso, repleto de instrumentos e engenhocas de tortura que nem sua irmãzinha ousa visitar…


  • Andariel, a Senhora do Tormento

A irmã de Duriel também curte uma tortura, mas mental. Mexe na ferida emocional de sua vítima e a explora. Ainda quero entender o que os livros querem dizer quando falam que ela foi confidente de Diablo, esses mesmos livros destacam que quando ele foi derrotado e isolado com os outros Males Supremos (o Exílio das Trevas) ela se deleitou com o tormento do amiguinho.

Não achei informações sólidas sobre o Reino do Tormento, mas ele não deve ser isolado pois Andariel depende do tormento alheio.

Os atormentados por ela chegam a preferir dor física quando atingem seu limite, entregando-se alegremente para Duriel (os irmãos dividem os brinquedos, que fofo! -sqn). Ela me lembra a Inês Brasil. Ou seria o contrário? 


  • Azmodan, o Senhor do Pecado

Confesso que fiquei boladíssima com o jeito que Cain o descreve: passional e calculista, carismático e sedutor. Pô, Cain! ._.’
Azmodan curte todos os extremos, curte corromper. Sabe aquela recaída no álcool ou aquele brigadeiro fugindo da dieta? Agora aumenta isso pra nível demoníaco. TENSO! A sensação de fracasso da vítima após não conseguir resistir aos desejos é o que alimenta ele. O reino de Mefisto pode ser a ‘capital’ do Inferno Ardente, mas o Reino do Pecado é o mais populoso.

A sensação de fracasso da vítima após não conseguir resistir aos desejos é o que alimenta ele. O reino de Mefisto pode ser a ‘capital’ do Inferno Ardente, mas o Reino do Pecado é o mais populoso.

A descrição de Cain: um grande harém labiríntico onde é possível fartar-se de todo tipo de prazer. ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Então suas vítimas enlouquecem e já não há como salvar suas almas…


  • Belial, o Senhor da Mentira

Obviamente um trapaceiro, enganador e manipulador. Não mente apenas com palavras, ele consegue alterar a realidade a sua volta fazendo você acreditar no que ele quer.

É o instante que a vítima se dá conta que foi enganada que Belial mais gosta! Mas Cain aponta: seu ponto fraco é que ele mente tanto que se confunde nas próprias mentiras! O.O’


Um humano possuído, Garuos, descreveu o Reino da Mentira como uma terra de ilusões. Você pode achar o lugar tranquilo, mas ele não é, além de não tem saída.

Se está com fome, faz você saborear carne podre como um banquete e, toda vez que alguém percebe o engano, ouve-se a gargalhada de Belial… Ah, Garuos morreu depois desse relato. RIP


Por enquanto é só!
No próximo post começamos a falar finalmente do Conflito Eterno! 😀


As imagens são do Livro de Cain.

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